Posts com Tag ‘Ficção Científica’

Nas noites de sexta-feira os adolescentes param seus carros nas colinas para beber e namorar no bancos trás.

Em  uma dessas noites Mike (Grant Cramer) e Debbie (Suzanne Snyder) veem um clarão cortar os céus e cair nas proximidades, afim de um pouco mais de aventura resolvem ir atrás do objeto e se deparam com uma nave espacial em formato de uma tenda de circo.

Seus ocupantes são nada mais que palhaços equipados com armas que atiram pipoca, algodão-doce e bexigas (balões) que vieram para Terra capturar os humanos para se alimentarem.

Filme trash de 1988 com um terror meio duvidoso, afinal exceto quem sofre de Coulrofobia (medo de palhaços) se assustaria com a imagem de tais criaturas coloridíssimas, mesmo com a fisionomia bizarra das criaturas.

Apesar da história ser bem fraca é uma verdadeira referência do gênero, com o toque de gênio para qual foi a solução das armas das vis criaturas, nada de laser, machadinhas ou serras elétricas, apenas as coisas que se vê no circo, aliás a própria nave já é um espetáculo à parte com direito a portas atrás de outra porta, portas que abrem ao apertar narizes de palhaço e para variar tudo bem colorido.

Paradox

Publicado: 29 setembro, 2010 em Série
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Christian King (Emun Elliot), um cientista espacial que trabalha para a empresa Prometheus Innovation uma prestadora de serviços para o Ministério da Defesa Norte Americano.

King está analisando as erupções solares que está prestes a mandar uma carga EMP (Pulso Eletromagnético) em direção à Terra, que poderá interferir com todos os sistemas de comunicação e localização.

Para sua surpresa seus computadores fazem automaticamente o download de 8 imagens de um acidente que acontecerá no futuro, especificamente 18 horas após o recebimento das fotos e exatamente no momento que a Terra será bombardeado pelo EMP.

Como foge de sua alçada solicita ajuda a polícia que designam a detetive Rebecca Flint (Tamzin Outhwaite) e seus assistentes Ben Holt (Mark Bonnar) e Callum Gada (Chike Okonkwo).

A série de 5 episódios foi exibida pelo canal inglês BBC One, entre 24 de novembro de 2009 e 22 de dezembro de 2009.

Uma série cativante, que lhe prende pelo ponto de querer desvendar o que está por trás das imagens recebidas deixando a ação como um personagem coadjuvante para a trama, apesar do final sugerir uma continuidade, não à previsão para a mesma.

Eric Benerall (Sam Neill) é dono de uma empresa multinacional de navios petrolíferos que após incidentes com quatro de suas embarcações na região conhecido como Triângulo das Bermudas (situado entre Melbourne – Florida, Bermudas e Porto Rico), contrata um grupo composto por Bruce Geller (Michael E. Rodgers) um especialista em meteorologia, Emily Patterson (Catherine Bell) especialista em oceanografia, Howard Thomas (Eric Stoltz) um repórter investigativo e Stan Lathem (Bruce Davison) um parapsicólogo.

The Triangle lançado em 2005 é uma série do canal SyFy de 3 episódios com um tempo de aproximadamente 1h30m cada. Apesar de não ser uma obra prima em questão dos efeitos especiais a história é bem interessante e levantando todos os mitos e estudos que já fizeram sobre a região.

Infelizmente aqui no Brasil chegou de forma tímida e sem divulgação direto para DVD que hoje é praticamente impossível de achar.

[Editado] Além de tudo o Bruno Cabral me informou via twitter que o DVD veio com seu conteúdo reduzido, trazendo apenas 160 minutos contra os 240 minutos originais da série, praticamente jogando um dos episódios no lixo.

Depois de um incidente no aeroporto de Paris a 3ª Guerra Mundial é iniciada, com a radiação emitida pelas explosões nucleares a superfície terrestre se torna inabitável e a população humana está quase extinta.

Um grupo de cientistas começa a realizar experimentos com seus prisioneiros de guerra, a experiência constitui na materialização da mente do “voluntário” no passado e futuro na tentativa de consertar o presente.

La Jetée é um curta metragem francês de 28 minutos de duração produzido em 1962 através da técnica de fotomontagem (seqüência de fotos estáticas) com um narrador ao fundo.

Como o curta é todo em preto e branco e em alguns momentos se ouve sussurros ao fundo faz com que você mergulhe na tensão do que está acontecendo, lhe dando a verdadeira sensação de caos e desolação.

O curta serviu como inspiração para o filme Os 12 Macacos que estreiou em 1995 com participação de Bruce Willis e Brad Pitt.

De acordo com o escritor, compositor e pesquisador de literatura fantástica Bráulio Tavares, compilador da primeira bibliografia do gênero no Brasil, o Fantastic, Fantasy and Science Fiction Literature Catalog (Fundação Biblioteca Nacional, RJ, 1992), “foi com Jeronymo Monteiro que começou a existir no Brasil uma ficção científica nos moldes dos EUA. Com ele, a Ficção Científica brasileira desligou-se do mainstream, ou literatura propriamente dita, e passou a existir como universo literário à parte, obedecendo a regras próprias e dialogando com um público especializado”.

Jeronymo começou a ficar conhecido nos anos 30, depois da publicação do seu romance policial pioneiro O colecionador de mãos (1933). O detetive Dick Peter, criado por ele, protagonizaria outras aventuras reunidas mais tarde nos dez volumes da coleção Aventuras de Dick Peter (1950). Em 1937, Monteiro foi convidado a fazer uma série radiofônica com o personagem na rádio Excelsior. Suas novelas fizeram sucesso, transportando os atônitos ouvintes ao planeta Marte em aventuras à moda de Flash Gordon. O êxito como radialista o levaria a diretor de programação e a produtor de programas da Rádio Cosmo e da Rádio América.

Enveredou inicialmente pelo campo infanto-juvenil, filão que soube tão bem explorar em obras como No país das fadas, O irmão do Diabo – narrativa de Walter Baron, O homem da perna só, A cidade perdida, Viagem ao país do sonho, Corumi, O menino selvagem, O palácio subterrâneo das Antilhas, A ilha do mistério, Os nazis na ilha do mistério, entre outras.

Em A cidade perdida especula sobre uma eventual civilização antiga na região do alto Xingu, retomando o tema e a linha de O irmão do Diabo, (1932), relançado em 73 pelo Clube do Livro com o título de O ouro de Manoa. Esta obra é claramente inspirada nos ingleses Conan Doyle (1859-1930) – não o de Sherlock Holmes, que serviria de modelo para Dick Peter, mas o de O mundo perdido –, H. Rider Haggard (1856-1925), e principalmente Fawcett, o coronel aventureiro desaparecido nas selvas do Mato Grosso em 1925 quando procurava por uma cidade perdida – a própria Atlântida ou o Eldorado.

Curiosamente, apesar de recheado de grandes doses de inventividade e fantasia, A cidade perdida acabou dando uma contribuição legítima à arqueologia e chegou até a servir de referência para muitos pesquisadores. Renato Castelo Branco, por exemplo, cita-o na bibliografia de seu Pré-história brasileira: fatos e lendas (Quatro Artes Ed., SP, 1971), dedicado à memória de… Jeronymo Monteiro.

jeronymo_monteiro_3_meses_no_século_81 Em 1947, Monteiro lançaria Três meses no século 81 (Livraria do Globo Editora), no qual uma junta de médiuns reunida pelo jornalista Campos, na capital paulista, torna possível a este empreender uma viagem psíquica-espiritual ao futuro. Campos desperta no corpo de Loi, um humano do século 81. Lá, assiste à invasão e colonização de Marte e descobre que o governo extirpa dos bebês a glândula responsável pelo amor. Revoltado, é cooptado pela resistência para liderar a rebelião e tem apenas três meses para mudar as coisas.

Em 1961, pelas Edições GRD (do editor Gumercindo Rocha Dorea), lança Fuga para parte alguma, volume VIII da Antologia Brasileira de Ficção Científica, que marcou a evolução do gênero no país ao reunir pela primeira vez autores brasileiros consagrados como Antonio Olinto, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Jeronymo Monteiro, Lúcia Benedetti e Rubens T. Scavone, e estreantes como Clóvis Garcia, André Carneiro e Zora Selja. Fuga Para Parte Alguma jeronymo_monteiro-fuga-para-parte-alguma desenvolve uma velha idéia usada mais tarde em diversos filmes B: formigas gigantes que se multiplicam de forma incontrolável avançando sobre cidades e matando pessoas. Wells já havia escrito um conto versando sobre uma invasão das formigas que se inicia na Amazônia. Os visitantes do espaço, de 1963, está para a ufologia tanto quanto A cidade perdida está para a arqueologia. Discos voadores prateados (por fora) e transparentes (por dentro) vindos de IO, o segundo satélite de Júpiter, pousam em Goiás, na fronteira de Mato Grosso. Deles desembarcam repugnantes animais reluzentes em forma de rabanetes repletos de tentáculos, sem olhos, sem boca e sem nariz, que visam somente retirar de nossa atmosfera um pouco de hidrogênio, elemento vital à sua sobrevivência. Os terráqueos reagem, desencadeando uma batalha interplanetária da qual saem fragorosamente derrotados. Nesta novela, Ganimedes e Calixto também eram habitados e juntos formavam uma comunidade que vivia em grande harmonia e prosperidade. Em 1997, a sonda espacial Galileu confirmou o acerto das previsões de Monteiro ao apontar as luas de Júpiter como os locais mais prováveis da existência de vida no Sistema Solar. A sonda detectou nas duas maiores luas, Ganimedes e Calixto, material orgânico composto por carbono, o mesmo em que se baseia a vida na Terra. Também foi detectado a presença de atmosfera e de oceanos sob dezenas de quilômetros de gelo em Calixto, Ganimedes e Europa.

De cunho mais teratológico e nos moldes da literatura gótica de horror é O elo perdido, de 1965, sobre um fenômeno de mutação de um bebê monstro animalizado e grotesco, com cauda e fisionomia semelhante a do pitecantropo.

A última obra, publicada em 1969, um ano após a decretação do AI-5, seria uma coletânea de contos de ficção científica sob o sugestivo título de Tangentes da realidade (4 Artes). Em “O Copo de Cristal”, escrito em maio de 1964, Monteiro sub-repticiamente relata, sem esconder a indignação e revolta, o triste episódio de sua prisão pelas forças adr-jeronymo-monteiro-tangentes-da-realidade repressivas ocorrido pouco mais de um mês antes, na noite de 31 de março, horas depois de os militares terem tomado o poder. A experiência da prisão serve de coadjutor à história do artefato que permite a visão do passado e/ou do futuro – visto anteriormente em romances como O presidente negro, de Monteiro Lobato, e Viagem à aurora do mundo, de Érico Veríssimo – e entremeados à descrição, em tom intimista, dos detalhes da infância difícil, bem como da vida familiar simples e pacata ao lado da esposa Carmen (aqui chamada de Car) em Mongaguá. Tudo disfarçadamente fazendo parte de uma inocente ficção científica, típica da época, assombrada pelo pesadêlo de iminente guerra nuclear.

Além de escrever os seus livros, Monteiro promovia o gênero apoiando outros escritores em sua coluna dominical Admirável mundo novo, no jornal A Tribuna, de Santos, e em 1965 criou a primeira Associação de FC do país, que reunia nomes como André Carneiro, Rubens Teixeira Scavone, Clóvis Garcia, Vladir Nader e Antonio Olinto. Na editora Globo, dirigiu a revista Magazine de ficção científica, iniciada em 1970, trazendo histórias primeiro publicadas em The magazine of fantasy & science fiction e um conto nacional por número, em contraste e dando um passo adiante a títulos como Galáxia 2000 e Cine-Lar Fantastic, que apenas traduziam contos. Muitos nomes da geração GRD apareceram ao lado de alguns novatos. A revista chegou ao seu vigésimo número em novembro de 1971, quando fechou as portas por falta de resposta comercial e pela morte de Monteiro.

Até o fim de sua vida sempre procurou, mais do que simplesmente divulgar, “profissionalizar” a ficção científica, e fez isso em todas as oportunidades que se abriam e que conquistava pelo prestígio alcançado com o brilhante exercício da carreira jornalística. Muitos de seus contos (alguns de FC) foram publicados nas revistas O Cruzeiro, Fonfon, A Cigarra, Eu Sei Tudo, Lady, Globo e Vida Doméstica. Foi diretor da Gazeta Juvenil e das revistas infantis Disney, da Editora Abril, e também repórter da Assembléia Legislativa. Trabalhou para os Diários, fez parte do jornal Última Hora e a partir de 1957 passou a assinar na Folha de S. Paulo a coluna de variedades Panorama, no caderno Ilustrada, continuada após sua morte por sua filha Therezinha Monteiro Deutsch.

Entre 1961 e 1969 morou em Mongaguá – Litoral Paulista, local que traria as maiores alegrias e tristezas de sua vida. Em meados de 1969 morava em São Paulo e em Mongaguá, de maneira alternada. Em 6 de março de 1970 adoeceu, passando daí por diante os dias de cama, em casa ou em hospitais. Faleceu em 1º de junho, vítima de um aneurisma na aorta.

Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Publicado no Jornal do Bibliófilo, edição n° 2, maio de 2006

Visitors – V

Publicado: 11 março, 2010 em Série
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Vinte e nove naves do tamanho de cidades surgem nos céus de mundo inteiro gerando momento de apreensão.

Anna, líder dos "Visitantes", emite uma mensagem para a população que vieram em paz e estão dispostos a trocar tecnologias e cura por suprimento que necessitam do nosso planeta sem a necessidade de exaurir os recursos naturais.

Visitors-V_Anna

Com a população se dividindo entre os que acreditam na boa fé do povo extraterrestre e os que acreditam que representam uma grande ameaça.

Este é plano de fundo para a trama que vai se intensificando conforme os personagens são apresentados.

A mini-série original foi produzida em 1983 com os 4 episódios e teve sua segunda temporada em 1984 contando com mais 3 episódios. Em 1985 finalmente a transformaram em série com 19 episódios, mas sendo apenas uma temporada.

A série transmitida pelo canal ABC está no seu 4º episódio nos EUA e com previsão de continuidade para 30 de março de 2010.